Busco no exato do pensamento uma ordem para a inexatidão de minhas milhões de questões.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Exatidão
Acredito que as pessoas tenham medo da obscuridade de qualquer pensamento não previamente esclarecido. Um receio de confrontar uma certeza e descobrir que ela não é tão certa assim.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Crueldade
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Incompreendidos
Será possível sentir-se incompreendido quando não se é mais tão jovem?
Na tentativa indiscreta de me expressar, acabo por sentir-me constrangida, culpada. Presa em um manto fosco que sufoca-me e denigre minha consciência.
Buscando formas de me expressar, descubro que as mais sinceras são as mais complexas.
Como compreender a dimensão de algo muito amplo???
Falamos de amor, falamos de amizade, falamos de desejo... Mas o quão realmente nos fazemos entender quando falamos?
Meu S não pode ser o mesmo S que o seu.
Mas em algum momento sempre sabemos: apenas sabemos.
Na tentativa indiscreta de me expressar, acabo por sentir-me constrangida, culpada. Presa em um manto fosco que sufoca-me e denigre minha consciência.
Buscando formas de me expressar, descubro que as mais sinceras são as mais complexas.
Como compreender a dimensão de algo muito amplo???
Falamos de amor, falamos de amizade, falamos de desejo... Mas o quão realmente nos fazemos entender quando falamos?
Meu S não pode ser o mesmo S que o seu.
Mas em algum momento sempre sabemos: apenas sabemos.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Coragem
A imagem que temos de nós mesmos nunca corresponde às imagens que os outros têm de nós.
Na tentativa de nos identificarmos, assumimos gostos que não nos pertencem; usamos roupas que não combinam conosco; lemos o que não nos interessa.
Talvez essa atitude tão corriqueira seja uma expressão da nossa covardia: a falta de coragem para enfrentar o mundo e os seres que nele vivem reina perante às nossas decisões.
Seria eu diferente?
Não, nem sempre.
Tento assumir meu medo e buscar no poço da coragem um impulso que me faça continuar caminhando.
Ainda sinto medo. E muito. Quem não sente? Mas aprendi que o problema não é sentir medo, mas deixá-lo dominar.
Como Excalibur, a coragem é a espada que precisamos para enfrentar. Mas realmente vale enfrentar? Seguir vivendo como se a vida fosse uma guerra e a cada segundo temos mais batalhas a lutar?
Quero poder olhar a vista, beber uma água fresquinha e sentar à sombra para rir.
Posso não dominar as ações do outro, posso não prever os acontecimentos futuros, posso não me preocupar tanto. Não quero provar nada para ninguém.
Menti. Quero provar uma coisa para alguém: quero provar a mim mesma que consigo.
Esta é minha sina.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Mágoa
Não se pode prever o futuro, mesmo quando nos espelhamos no passado. Entretanto, a necessidade de controle e um certo poder preditor nas situações que nos apresentam da mesma forma repetidamente podem guiar as ações.
Quando nos arriscamos sozinhos, nos magoamos sozinhos, temos essa certa sensação de controle. Mas nunca deveríamos envolver os outros nos nossos próprios problemas: magoar, mentir, manipular; essas ações quase cotidianas envolvem o outro - o que deixa sempre mais complicado.
Que tal deixar claros o interesse, a intenção, os fatos - por mais distorcidos que possam parecer pelas tantas visões e interpretações?
Aquele "alô" que diz muito mais talvez devesse significar apenas um "alô". Mas nem sempre funciona assim. Gosto da função fática como forma de testar o canal de comunicação: você ainda está aí?; podemos, ainda, ser amigos?
As más intenções de uns poluem as boas intenções de outros.
Não sou assim. Não QUERO ser assim.
Se sinto saudade, ela é sincera.
Se pergunto se está bem, realmente quero saber o que está acontecendo com você.
Se me afasto, estou tentando proteger (a mim e/ou a você).
Chame-me de ingênua, de idealista. Não me importa.
Apenas quero agir de forma que meu sono continue a salvo - e que meus sonhos não venham me assombrar.
Quando nos arriscamos sozinhos, nos magoamos sozinhos, temos essa certa sensação de controle. Mas nunca deveríamos envolver os outros nos nossos próprios problemas: magoar, mentir, manipular; essas ações quase cotidianas envolvem o outro - o que deixa sempre mais complicado.
Que tal deixar claros o interesse, a intenção, os fatos - por mais distorcidos que possam parecer pelas tantas visões e interpretações?
Aquele "alô" que diz muito mais talvez devesse significar apenas um "alô". Mas nem sempre funciona assim. Gosto da função fática como forma de testar o canal de comunicação: você ainda está aí?; podemos, ainda, ser amigos?
As más intenções de uns poluem as boas intenções de outros.
Não sou assim. Não QUERO ser assim.
Se sinto saudade, ela é sincera.
Se pergunto se está bem, realmente quero saber o que está acontecendo com você.
Se me afasto, estou tentando proteger (a mim e/ou a você).
Chame-me de ingênua, de idealista. Não me importa.
Apenas quero agir de forma que meu sono continue a salvo - e que meus sonhos não venham me assombrar.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Recompensa
Às vezes fantasio uma vida para mim.
Assusto-me quando a vejo se tornando real: será que mereço o que me acontece?
Assusto-me quando a vejo se tornando real: será que mereço o que me acontece?
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
....
Minha curiosidade se estende a tantos assuntos quanto os existentes no pensamento humano ao longo dos séculos. Talvez por isso tenha sido tão difícil escolher meu curso da faculdade. Como unir Cinema, História, Literatura, Matemática, Física, Biologia... tudo ao mesmo tempo?
Já me falaram que quero abraçar o mundo. Quero mesmo. Decisões excludentes são tão complicadas!
Enquanto cursava Filosofia, novos interesses surgiam: Política, História da Filosofia, Ética... Acabei optando por tratar a política... Mas isso nunca pareceu ser o suficiente. Além da tensão de conviver com PROBLEMAS e mais PROBLEMAS, não sentia que estava realizando algo.
Foi quando comecei a estudar Lógica... Pesadelos com símbolos lógicos sendo cravados em meu corpo, noites e mais noites em claro tentando entender como aquelas ferramentas funcionavam. O desafio era tão grande que afetava meu ego.
Como as coisas da vida passam, aquilo passou. Mas continuava intrigada. Escrevia minha monografia em política e estava quase terminando o curso quando descobri a Lógica Modal. Que coisa linda! Senti, de repente, vontade de escrever uma música!
A Lógica, então, passou a ter graça, a me dar um chão firme para pisar e a me encantar. Sentia-me seduzida por aquilo que começava a compreender e com as dimensões que me eram apresentadas. Foi como se um novo mundo de possibilidades onde muito o que me interessava surgisse diante dos meus olhos e inundasse minha mente.
Foi o ponto mágico que determinou novas escolhas para minha vida. E ao qual eu recorro quando me sinto triste. Nada me anima mais, hoje em dia, que estudar lógica. Por tudo isso, sou apaixonada por ela.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Se você quer mesmo saber...
Eu digo que 'não sei'.
Parece superficial e preguiçoso dizer que 'não sei'.
Não pense que não pensei muito. Pensei. Mas ainda não sei.
Apenas digo que 'não sei'.
Parece superficial e preguiçoso dizer que 'não sei'.
Não pense que não pensei muito. Pensei. Mas ainda não sei.
Apenas digo que 'não sei'.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
=/
Ter que criar personalidades que se encaixem com as expectativas impostas pelas diversas facetas sociais que nos rodeiam é tão complicado.
Em alguns meios, isso se torna mais evidente. Entretanto, sinto uma constante busca de como lidar com o mundo.
Uma angústia se perpetua em mim, alternando intensidade e forma à medida que as situações ocorrem.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Carta a Ninguém
Os ponteiros do relógio continuam girando, os dias e as noites, se alternando.
A memória de "você" vai se apagando lentamente: já não me lembro muito bem como soa sua voz, tampouco como são os traços do seu rosto. Reduzido a um nome, à uma ideia de você, temo que, com o passar do tempo, nada mais reste.
Mas você ainda não será reduzido a um nome anotado em um papel: resisto, pois não quero esquecer nada que vivi; resisto, pois todas as coisas parecem-me importantes demais para que a poeira as consuma.
Não exijo o mesmo tratamento. Aliás, não me importo com o que você faz com a memória do meu "eu". Gostaria de saber, claro, assim como minha curiosidade me impele a saber tantas coisas.
Tudo soa tão distante e ilusório, mas, ao mesmo tempo, íntimo e secreto. Envolta em seu afastamento, uma saudade invade meu corpo e tenta controlar minhas ações: consigo, em muitas ocasiões; em outras tantas, deixo-me levar, ingenuamente, por crer que desta vez possa ser diferente.
Mas nunca é. A forma se altera, mas o conteúdo é sempre o mesmo e os resultados, sempre frustantes. Lembro-me, então, do canto de outro ariano: "Você sai de perto eu penso em homicídio / Mas no fundo eu nem ligo".
Contradições que me assolam e me confundem: as diferentes partes de mim falam, agora, línguas que não se entendem.
A memória de "você" vai se apagando lentamente: já não me lembro muito bem como soa sua voz, tampouco como são os traços do seu rosto. Reduzido a um nome, à uma ideia de você, temo que, com o passar do tempo, nada mais reste.
Mas você ainda não será reduzido a um nome anotado em um papel: resisto, pois não quero esquecer nada que vivi; resisto, pois todas as coisas parecem-me importantes demais para que a poeira as consuma.
Não exijo o mesmo tratamento. Aliás, não me importo com o que você faz com a memória do meu "eu". Gostaria de saber, claro, assim como minha curiosidade me impele a saber tantas coisas.
Tudo soa tão distante e ilusório, mas, ao mesmo tempo, íntimo e secreto. Envolta em seu afastamento, uma saudade invade meu corpo e tenta controlar minhas ações: consigo, em muitas ocasiões; em outras tantas, deixo-me levar, ingenuamente, por crer que desta vez possa ser diferente.
Mas nunca é. A forma se altera, mas o conteúdo é sempre o mesmo e os resultados, sempre frustantes. Lembro-me, então, do canto de outro ariano: "Você sai de perto eu penso em homicídio / Mas no fundo eu nem ligo".
Contradições que me assolam e me confundem: as diferentes partes de mim falam, agora, línguas que não se entendem.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Consciência
1998. São Paulo. Avenida Pinheiros. 22h00.
Ainda era uma criança, mas minha curiosidade há anos aumentava como minha altura. Lembro-me, particularmente bem, do dia que tomei consciência de mim mesma.
1998. São Paulo. Avenida Pinheiros. 22h00: Data, Local e Hora. Com minhas mãos pequenas, frias pela temperatura do ar, toco a maçaneta do carro. Sou tomada por uma estranha sensação de consciência: aquela mão é minha; MINHA.
Parece piada, muitos rirão. Mas nunca senti sensação mais estranha do que a epifania de me reconhecer como eu mesma; não sou o outro, tampouco ele sou eu.
As experiências que vivi são minhas. Os pensamentos que me assolam, meus. Os interesses que regem parte de minhas escolhas, frutos desse ser que se reconhece como o "eu".
"Quem sou eu" já era uma pergunta complexa, a partir desse momento, passou a ser A pergunta mais complexa que tento responder. Para muitos, existe uma resposta óbvia. Mas será tão óbvia assim?
Não sou o que sou pela referência ao outro - poderia ser; não sou o que sou pelo meu gosto - poderia ser; não sou o que sou pelas minhas escolhas - poderia ser. Sou e não sou potência.
Talvez da dualidade e da dificuldade de me definir e me enquadrar tenha tirado um aspecto mutante, metamorfo. Talvez opte pela vida nômade, pela contradição de escrúpulos, pelas morais falidas.
1998. São Paulo. Avenida Pinheiros. 22h00: Data, Local e Hora que me mudaram para sempre.
Ainda era uma criança, mas minha curiosidade há anos aumentava como minha altura. Lembro-me, particularmente bem, do dia que tomei consciência de mim mesma.
1998. São Paulo. Avenida Pinheiros. 22h00: Data, Local e Hora. Com minhas mãos pequenas, frias pela temperatura do ar, toco a maçaneta do carro. Sou tomada por uma estranha sensação de consciência: aquela mão é minha; MINHA.
Parece piada, muitos rirão. Mas nunca senti sensação mais estranha do que a epifania de me reconhecer como eu mesma; não sou o outro, tampouco ele sou eu.
As experiências que vivi são minhas. Os pensamentos que me assolam, meus. Os interesses que regem parte de minhas escolhas, frutos desse ser que se reconhece como o "eu".
"Quem sou eu" já era uma pergunta complexa, a partir desse momento, passou a ser A pergunta mais complexa que tento responder. Para muitos, existe uma resposta óbvia. Mas será tão óbvia assim?
Não sou o que sou pela referência ao outro - poderia ser; não sou o que sou pelo meu gosto - poderia ser; não sou o que sou pelas minhas escolhas - poderia ser. Sou e não sou potência.
Talvez da dualidade e da dificuldade de me definir e me enquadrar tenha tirado um aspecto mutante, metamorfo. Talvez opte pela vida nômade, pela contradição de escrúpulos, pelas morais falidas.
1998. São Paulo. Avenida Pinheiros. 22h00: Data, Local e Hora que me mudaram para sempre.
Silêncio
Silencio minha voz quando não sei mais o que dizer: parte já foi dito; parte ainda não pode ser dito, ainda não foi formulado para que eu possa expor.
Como um pensamento-criança, tento protegê-lo do externo que pode corromper algo ainda puro. Descontruir o que ainda não foi construído soa-me integralmente imprudente.
Entretanto, as bolhas criadas em minha mente custam a estourar: uma neblina não permite que eu veja se o pensamento-embrião está pronto para nascer.
Parece loucura tentar expressar o indizível...
Meus afetos se misturam às minhas razões - ou à falta delas.
Silencio, por não saber o que dizer.
Silencio, por não saber dizer.
Como um pensamento-criança, tento protegê-lo do externo que pode corromper algo ainda puro. Descontruir o que ainda não foi construído soa-me integralmente imprudente.
Entretanto, as bolhas criadas em minha mente custam a estourar: uma neblina não permite que eu veja se o pensamento-embrião está pronto para nascer.
Parece loucura tentar expressar o indizível...
Meus afetos se misturam às minhas razões - ou à falta delas.
Silencio, por não saber o que dizer.
Silencio, por não saber dizer.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Deriva
Não preciso de palavras eternas ou promessas vazias. Dou a verdade por querê-la de volta, a empresto, por assim dizer. Devem saber para que não se encontrem no limbo que se tornou minha morada atual.
Em meu nomadismo, o controle foge e o sangue pulsa, os sonhos voam e as palavras escapam. Olho ao redor desejando um sinal da descoberta e me frusto por não conseguir decifrar o que recebo.
Ego abalado como se tivesse sido atingido por uma avalanche e me sufoco em meio a essa força. Força que guarda em um cofre toda a sinceridade.
Quero descobrir os segredos, entender as angústias. Oferecer meu seio como descanso, minhas coxas como as boias de resgate.
No barco pirata de nós, a clandestinidade se instaurou. Por que não mais duas doses de rum?
Em meu nomadismo, o controle foge e o sangue pulsa, os sonhos voam e as palavras escapam. Olho ao redor desejando um sinal da descoberta e me frusto por não conseguir decifrar o que recebo.
Ego abalado como se tivesse sido atingido por uma avalanche e me sufoco em meio a essa força. Força que guarda em um cofre toda a sinceridade.
Quero descobrir os segredos, entender as angústias. Oferecer meu seio como descanso, minhas coxas como as boias de resgate.
No barco pirata de nós, a clandestinidade se instaurou. Por que não mais duas doses de rum?
domingo, 25 de setembro de 2011
Bipolar
Vejo, irônico e lascivo, seu comportamento desigual. Palavras que negam as entranhas, buscando certa racionalidade que não encontra espaço nas artérias.
Onde estará a urgência?
Onde estarão os passos na entrada de meu apartamento?
Onomatopéias no piso de madeira inaudíveis àqueles que não conhecem...
Onde estará a urgência?
Onde estarão os passos na entrada de meu apartamento?
Onomatopéias no piso de madeira inaudíveis àqueles que não conhecem...
Morrer
Ah! A morte!
Num suspiro dos incompreendidos levanto questões acerca da morte...
O que é morrer? Seria a morte física, inabalável e inevitável? A morte celular, energética, viceral? O fim da consciência à qual nos apegamos ao longo dos anos?
Devemos temer a morte? Medo do depois, medo do nada, medo do tudo?
Um grande amigo vê a morte como uma festa e convida todos a brindarem vestidos de roxo; outro, temeroso, calcula e planeja o que será feito de seu corpo e bens.
Eu?
Declaro, ainda imutável, meu desejo de me doar ao outro, próprio da minha necessidade de aceitação e do meu patológico complexo de herói.
Declaro, também, minha total falta de controle sobre minha própria morte: façam o que precisarem para superar a minha presença que poderá ser contínua, incessante, ou, mesmo, efêmera; já não tenho mais certeza.
Salvo um momento como esse, não dedico pensamentos acerca da morte: foge-me o desespero do além, do infinito.
Num suspiro dos incompreendidos levanto questões acerca da morte...
O que é morrer? Seria a morte física, inabalável e inevitável? A morte celular, energética, viceral? O fim da consciência à qual nos apegamos ao longo dos anos?
Devemos temer a morte? Medo do depois, medo do nada, medo do tudo?
Um grande amigo vê a morte como uma festa e convida todos a brindarem vestidos de roxo; outro, temeroso, calcula e planeja o que será feito de seu corpo e bens.
Eu?
Declaro, ainda imutável, meu desejo de me doar ao outro, próprio da minha necessidade de aceitação e do meu patológico complexo de herói.
Declaro, também, minha total falta de controle sobre minha própria morte: façam o que precisarem para superar a minha presença que poderá ser contínua, incessante, ou, mesmo, efêmera; já não tenho mais certeza.
Salvo um momento como esse, não dedico pensamentos acerca da morte: foge-me o desespero do além, do infinito.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Ruínas
Em alguns momentos, sinto como se todas as minhas certezas tivessem sido amassadas e jogadas no chão como um velho papel de bala. Jogado ao vento, sujando as ruas, esquecido no tempo. Nestes mesmos momentos, não posso deixar de sentir que sou responsável, de certa forma, por perder minhas certezas.
Ilusões que criamos para que o mundo seja mais colorido, interessante ou, mesmo, dramático. Para que na inércia de nossas vidas possamos ter um chão onde mover as peças de um jogo de tabuleiro.
Ah... Essas certezas...Certezas que insisto em me iludir perante suas existências... Certezas que criam expectativas dilaceradas...
Ilusões que criamos para que o mundo seja mais colorido, interessante ou, mesmo, dramático. Para que na inércia de nossas vidas possamos ter um chão onde mover as peças de um jogo de tabuleiro.
Ah... Essas certezas...Certezas que insisto em me iludir perante suas existências... Certezas que criam expectativas dilaceradas...
domingo, 18 de setembro de 2011
Serenidade
Fotos, vídeos, textos, músicas, dança...
Qualquer manifestação do meu eu mais íntimo soa-me como uma invasão de um corpo que ainda não realizou sua revolução anarquista.
Talvez seja incrível como podemos ser tão duros e inflexíveis ao mesmo tempo que somos tão serenos e vulneráveis.
Quando meu amigo clicou essa foto, sentia uma mistura de timidez e vergonha, modéstia e insegurança.
Entretanto, ao final: gostei do resultado. Mostrou-me um lado que não conhecia de mim mesma.
sábado, 17 de setembro de 2011
Histórinha
Era uma vez um gato muito curioso.
Ele queria saber de tudo: como, quando, onde, por quê, será?
Cada uma de suas perguntas tinha um significado secreto para ele mesmo.
Tentando compreender o mundo, ele não conseguia se contentar apenas com uma resposta simplória.
Ele criou, então, um sistema para organizar as respostas às suas perguntas: Cada prateleira correspondia a um tipo de pergunta.
'Como' lhe dava uma direção do funcionamento das coisas.
'Quando' temporalizava seu pensamento e segregava em compartimentos o acontecimentos.
'Onde' lhe dava, em mapas, a localização e a diferenciação geográfica dos eventos.
'Por quê' era, por alguma razão, a prateleira mais bagunçada e incompleta do pobre gatinho.
'Será' era apenas uma pergunta, que representava a dúvida em relação à qual das perguntas anteriores realmente lhe faria compreender as coisas no mundo. Era, também, sua prateleira favorita.
Ele queria saber de tudo: como, quando, onde, por quê, será?
Cada uma de suas perguntas tinha um significado secreto para ele mesmo.
Tentando compreender o mundo, ele não conseguia se contentar apenas com uma resposta simplória.
Ele criou, então, um sistema para organizar as respostas às suas perguntas: Cada prateleira correspondia a um tipo de pergunta.
'Como' lhe dava uma direção do funcionamento das coisas.
'Quando' temporalizava seu pensamento e segregava em compartimentos o acontecimentos.
'Onde' lhe dava, em mapas, a localização e a diferenciação geográfica dos eventos.
'Por quê' era, por alguma razão, a prateleira mais bagunçada e incompleta do pobre gatinho.
'Será' era apenas uma pergunta, que representava a dúvida em relação à qual das perguntas anteriores realmente lhe faria compreender as coisas no mundo. Era, também, sua prateleira favorita.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Argumento Narcisista
Brincando com palavras e operadores, acabei pensando em algo que poderia ser considerado engraçado. Ao menos, extraiu de mim alguns risos contidos.
Parece-me razoável que se conheço j (Kij), então eu conheça que conheça j (KiKij). Talvez seja intuitivo que conheça o que conheço sobre algo, pois, se conheço j, de verdade, deveria conhecer aspectos desse j, incluindo que conheço que conheço j, ou não o conheceria de fato. Talvez pensemos assim para nutrir uma base narcisista de uma auto-confiança inexistente em relação ao nosso próprio conhecimento.
Não posso conhecer o que o que não conheço (~(Ki~Kij)); assim como não poderia deixar de conhecer o que conheço (~(~KiKij)); e, se conheço que conheço j (KiKij), então devo conhecer que conheço que conheço j (KiKiKij); e esse argumento valeria ad infinitum: Ki...Kij. Assim, ao menos em relação ao fato de conhecer j, teria um conhecimento apronfudado.
Ora, aquele que possui amplo conhecimento acerca de algo pode ser classificado como um sábio. 'Sábio', entretanto, é uma definição dada pelo outro, externa e alheia ao que eu conheço que conheço de j ou ao que eu penso sobre mim mesmo. Embora haja essa alienação, conhecer profundamente y, onde y pode ser interpretado como conheço que conheço j (KiKij), daria-me razões quase-suficientes para justificar uma crença em minha própria sabedoria?
Assim,
(Ki...Kij) ! Bic ???
Tal que, Ki...Kij pode ser lido como "`conheço que conheço...que conheço j"' e Bic pode ser lido como "`Acredito que sou um sábio"'.
Parece-me razoável que se conheço j (Kij), então eu conheça que conheça j (KiKij). Talvez seja intuitivo que conheça o que conheço sobre algo, pois, se conheço j, de verdade, deveria conhecer aspectos desse j, incluindo que conheço que conheço j, ou não o conheceria de fato. Talvez pensemos assim para nutrir uma base narcisista de uma auto-confiança inexistente em relação ao nosso próprio conhecimento.
Não posso conhecer o que o que não conheço (~(Ki~Kij)); assim como não poderia deixar de conhecer o que conheço (~(~KiKij)); e, se conheço que conheço j (KiKij), então devo conhecer que conheço que conheço j (KiKiKij); e esse argumento valeria ad infinitum: Ki...Kij. Assim, ao menos em relação ao fato de conhecer j, teria um conhecimento apronfudado.
Ora, aquele que possui amplo conhecimento acerca de algo pode ser classificado como um sábio. 'Sábio', entretanto, é uma definição dada pelo outro, externa e alheia ao que eu conheço que conheço de j ou ao que eu penso sobre mim mesmo. Embora haja essa alienação, conhecer profundamente y, onde y pode ser interpretado como conheço que conheço j (KiKij), daria-me razões quase-suficientes para justificar uma crença em minha própria sabedoria?
Assim,
(Ki...Kij) ! Bic ???
Tal que, Ki...Kij pode ser lido como "`conheço que conheço...que conheço j"' e Bic pode ser lido como "`Acredito que sou um sábio"'.
Ignorem os erros lógicos, não considerei propriedades propositalmente.
Os símbolos foram alterados ao transformar o texto para HTML (consertarei mais tarde).
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Questionamentos
Como instigar a cultura da dúvida?
Duvidar e questionar as proposições que nos são impostas, de tal forma que possamos deixar de aceitar conceitos que segregam, separam, formentam ódio e intolerância?
O mundo contingente não nos dá as certezas necessárias para que não possamos duvidar. E a dúvida, tida como negativa, na verdade, pode ser considerada o motor da mudança.
Veja a ciência e seu método hipotético-dedutivo,que assume a identidade das hipóteses falseáveis.
Veja o questionamento às falácias de autoridade que desenvolveram novas formas de se agir em sociedade.
O medo da mudança e a necessidade da certeza como conforto conformista podem estagnar o que podemos chamar de vanguarda.
Vanguarda artística, vanguarda filosófica... Inícios de não-aceitação do que convenções culturais nos impõem como certezas.
O Absoluto não encontra seu lugar fora das utopias.
Duvidar e questionar as proposições que nos são impostas, de tal forma que possamos deixar de aceitar conceitos que segregam, separam, formentam ódio e intolerância?
O mundo contingente não nos dá as certezas necessárias para que não possamos duvidar. E a dúvida, tida como negativa, na verdade, pode ser considerada o motor da mudança.
Veja a ciência e seu método hipotético-dedutivo,que assume a identidade das hipóteses falseáveis.
Veja o questionamento às falácias de autoridade que desenvolveram novas formas de se agir em sociedade.
O medo da mudança e a necessidade da certeza como conforto conformista podem estagnar o que podemos chamar de vanguarda.
Vanguarda artística, vanguarda filosófica... Inícios de não-aceitação do que convenções culturais nos impõem como certezas.
O Absoluto não encontra seu lugar fora das utopias.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Hibridação Epistêmica
Dois pontos de conhecimento...
O que resultaria da combinação entre Lógica Híbrida e Lógica Epistêmica?
Pensando sobre combinações estranhas que podem ter resultados surpreendentes...
O que resultaria da combinação entre Lógica Híbrida e Lógica Epistêmica?
Pensando sobre combinações estranhas que podem ter resultados surpreendentes...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Gladiador
Lutar contra todos na arena que o mundo é: às vezes, me sinto como um gladiador. Às vezes, entro na luta perdida apenas para tentar.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Get together one more time...
Aquilo que é bom, que afugenta as vozes que "escutamos" em nossas mentes, merece novas chances. Novas chances para sorrir, novas chances para sentir prazer, novas chances para aproveitar a vida...
Estilo
Escrever sem pretensão estética soa tão bem agora. Trancar o estilo lingüístico numa casa de metáforas e opor hipérboles e eufemismos num tabuleiro infinito de damas. Sons que saem sem se preocupar com a forma ou com conclusões contraditórias que podem resultar do caos concentrado.
Ressussitar uma segunda fase romântica, com amores suicidas e mulheres utopicamente inatingíveis. O valor do tornozelo que aparece, o seio que se inclina para um abraço e acaba tirando o fôlego. Aquilo que se perde ao tentar embelezar o sofrimento.
Neologismos inclinados ao que não se pode expressar, regionalismos esquecidos falsamente aplicados. Quero uma expressão real: tentar dizer o que não se consegue dizer; tentar sentir o que não se pode definir. De que vale escrever lindamente o que não importa?
Ressussitar uma segunda fase romântica, com amores suicidas e mulheres utopicamente inatingíveis. O valor do tornozelo que aparece, o seio que se inclina para um abraço e acaba tirando o fôlego. Aquilo que se perde ao tentar embelezar o sofrimento.
Neologismos inclinados ao que não se pode expressar, regionalismos esquecidos falsamente aplicados. Quero uma expressão real: tentar dizer o que não se consegue dizer; tentar sentir o que não se pode definir. De que vale escrever lindamente o que não importa?
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Impenetrável
Todos os dias pela manhã, ela passa sozinha com sua calça desbotada e a camisa de flanela. Volta com seus passos lentos e o rosto sério, como se tentasse desvendar todos os segredos do universo em sua mente. Talvez ela possa. O despertador toca e vou até a janela esperá-la passar. Esfregando meus olhos, cansado, observo aquela menina que passa iluminada pelo Sol da manhã. Tenho vontade de contar histórias acerca de seus mistérios e criar contos de fadas para embalar seus sonhos. Quero saber o que ela pensa e quais são seus desejos, mas me falta coragem. Tenho receio de que minha ilusão se perca em meio a realidade.
sábado, 30 de julho de 2011
Complexidade
Como explicar sentimentos tão complexos que seriam facilmente reduzidos ao que podemos compreender? No calar da noite, onde a razão não encontra espaço, dizemos o que sentimos?
Por que se preocupar com os outros, se podemos apenas aproveitar? A vida soa tão curta, mesmo quando sabemos que o dia amanhecerá... Se posso pensar diferente do mundo, por que não posso sentir diferente do mundo?
O tempo é tão curto, as oportunidades são poucas, mas o prazer continua lá, esperando chegarmos até ele.
Intensidade que se confunde com desespero, busca que se confunde com perseguição. Onde estará a linha tênue que separa um do outro?
Apenas o autor consegue entender o que há por trás de seus gestos... Às vezes, nem ele mesmo consegui entender.
Até que ponto é tesão? Até que ponto é paixão?
Apenas sei que o amor já bateu em minha porta e veio com ambos. Mas ainda há um espaço. Nas sombras da noite, há o espaço para o interesse, mesmo que ele dure apenas algumas horas...
Eu-líricos inundam as palavras e confundem ainda mais na tentativa de explicar...
Por que se preocupar com os outros, se podemos apenas aproveitar? A vida soa tão curta, mesmo quando sabemos que o dia amanhecerá... Se posso pensar diferente do mundo, por que não posso sentir diferente do mundo?
O tempo é tão curto, as oportunidades são poucas, mas o prazer continua lá, esperando chegarmos até ele.
Intensidade que se confunde com desespero, busca que se confunde com perseguição. Onde estará a linha tênue que separa um do outro?
Apenas o autor consegue entender o que há por trás de seus gestos... Às vezes, nem ele mesmo consegui entender.
Até que ponto é tesão? Até que ponto é paixão?
Apenas sei que o amor já bateu em minha porta e veio com ambos. Mas ainda há um espaço. Nas sombras da noite, há o espaço para o interesse, mesmo que ele dure apenas algumas horas...
Eu-líricos inundam as palavras e confundem ainda mais na tentativa de explicar...
domingo, 24 de julho de 2011
Belezas
Como discutir algo tão subjetivo quanto o que é belo? Mais ainda: como discutir 'quem' é belo? Interferências culturais, pontos de vista individuais, charmes contestáveis...
Talvez a simetria que há nos corpos e nos rostos de algumas pessoas indiquem a beleza daquele ser... Talvez, também, encaremos algumas imperfeições como componentes da beleza...
Mas... o que faz uma pessoa ser reconhecida como mais bela que outras? O número de pessoas que a consideram assim?
Talvez a simetria que há nos corpos e nos rostos de algumas pessoas indiquem a beleza daquele ser... Talvez, também, encaremos algumas imperfeições como componentes da beleza...
Mas... o que faz uma pessoa ser reconhecida como mais bela que outras? O número de pessoas que a consideram assim?
domingo, 17 de julho de 2011
Violência continuada
Como uma reação violenta a microviolências corriqueiras pode ser considerada legítima?
Por um lado, temos as brechas temporais para que se desenvolvam reações alternativas. Por outro, temos a espera do gatilho que nos faz agir. Nos aproximamos assim do que torna um psicopata um serial killer?
A banalização do que chamamos de violência e a aceitação de que é natural que isso ocorra, ao menos uma vez, nos faz permitir a continuação de microviolências cotidianas. Talvez seja preciso instaurar o sentimento dde intolerância contra os atos de violência para que não seja admitida sua primeira ocorrência.
Estabeleço, assim, minha vontade de abominar qualquer tipo de violência da sua própria raiz cultural.
Por um lado, temos as brechas temporais para que se desenvolvam reações alternativas. Por outro, temos a espera do gatilho que nos faz agir. Nos aproximamos assim do que torna um psicopata um serial killer?
A banalização do que chamamos de violência e a aceitação de que é natural que isso ocorra, ao menos uma vez, nos faz permitir a continuação de microviolências cotidianas. Talvez seja preciso instaurar o sentimento dde intolerância contra os atos de violência para que não seja admitida sua primeira ocorrência.
Estabeleço, assim, minha vontade de abominar qualquer tipo de violência da sua própria raiz cultural.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Bailarina
Pego as chaves pesadas em minha mão e subo cada degrau com a delicadeza de uma bailarina. Meus dedos se arrastam pelo piso gelado e deslizo meu braço delicadamente pelo corrimão. Entro na casa que agora chamo de minha. Sinto-me bem até que me lembro de tudo que o mundo que vejo pela janela me reserva.
O telefone que não toca, a carta que não chega, a porta que ninguém bate. Ansiedade que me aflinge apenas por um segundo e tento expulsar a inquietude latente com pensamentos bons. A leveza que me falta, a graça que me sobra.
O telefone que não toca, a carta que não chega, a porta que ninguém bate. Ansiedade que me aflinge apenas por um segundo e tento expulsar a inquietude latente com pensamentos bons. A leveza que me falta, a graça que me sobra.
domingo, 3 de julho de 2011
Sonho
Sonhei que estávamos em um estacionamento: poucos carros, pouca luz, ninguém passando. Entre conversas e risadas, surge o convite: Vamos para minha casa, você me pergunta. Reflito um pouco, como se essa fosse uma decisão capaz de mudar o mundo, e penso: por que não?
Te sigo até o sigo até seu apartamento de paredes azuis e um sofá largo que abriga todo nosso tesão reprimido. Mas essa é uma parte da história para ser contada depois...
Te sigo até o sigo até seu apartamento de paredes azuis e um sofá largo que abriga todo nosso tesão reprimido. Mas essa é uma parte da história para ser contada depois...
sexta-feira, 1 de julho de 2011
:/
Distância que faz refletir....
Ações incompletas que fazem questionar...
Certezas que se perdem e voltam como ondas...
Ações incompletas que fazem questionar...
Certezas que se perdem e voltam como ondas...
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Imposições
Às vezes precisamos falar sério: conversar acerca das praticidades do mundo e daquilo que nem sempre QUEREMOS lidar.
sábado, 25 de junho de 2011
Indícios
Indícios que te cercam e te corroem. Enferrujando uma mente antes plena, engrenagens que não giram mais, como um antigo relógio.
Ligando os pontos num desenho infantil que perde sua forma já indefinida, impressos todos na mesma folha quando deveriam ter seu próprio papel pardo.
Pensametos que inundam, pensamentos que devastam. Pensamentos que escurecem a já confusa mente.
Ligando os pontos num desenho infantil que perde sua forma já indefinida, impressos todos na mesma folha quando deveriam ter seu próprio papel pardo.
Pensametos que inundam, pensamentos que devastam. Pensamentos que escurecem a já confusa mente.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Olhos azuis
Toco as cartas do tarô e vejo a padronagem azulada nas costas da carta do Louco.
Penso num infinito de Vinícius e lembro do azul que desejo morar.
Como uma flor rara que brinca com sua cor exótica, você me seduz.
Deixe-me afundar nesse oceano de tonalidades e abafar o choro contido.
Penso num infinito de Vinícius e lembro do azul que desejo morar.
Como uma flor rara que brinca com sua cor exótica, você me seduz.
Deixe-me afundar nesse oceano de tonalidades e abafar o choro contido.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Amor Natural
Ah, Drummond...
Enche-me com suas palavras de luxúria e me faz sonhar com mamilos suados pelas línguas gulosas...
Enche-me com suas palavras de luxúria e me faz sonhar com mamilos suados pelas línguas gulosas...
Esfinge
Tente juntar as peças desse quebra-cabeças misterioso que posso ser.
Se nem eu mesma consigo entender porque faço o que faço, digo o que digo, penso o que penso...
Na verdade, algumas coisas são bem separadas em minha mente, como se cada compartimento tivesse sua razão de ser e eu entendesse o que colocar ali. Entretanto, algumas etiquetas estão apagadas, desgastadas pelo tempo: erosões mentais.
Aqueles que me conhecem tão bem compreendem meus padrões estranhos, contudo, previsíveis. Alguns, inclusive, tentam me contar aquilo que nem eu mesma descobri.
Justificativas a parte, erros podem se tornar acertos; desconfortos, virtudes.
Basta aprender a dominar o fogo.
Se nem eu mesma consigo entender porque faço o que faço, digo o que digo, penso o que penso...
Na verdade, algumas coisas são bem separadas em minha mente, como se cada compartimento tivesse sua razão de ser e eu entendesse o que colocar ali. Entretanto, algumas etiquetas estão apagadas, desgastadas pelo tempo: erosões mentais.
Aqueles que me conhecem tão bem compreendem meus padrões estranhos, contudo, previsíveis. Alguns, inclusive, tentam me contar aquilo que nem eu mesma descobri.
Justificativas a parte, erros podem se tornar acertos; desconfortos, virtudes.
Basta aprender a dominar o fogo.
domingo, 12 de junho de 2011
Primeira Pista
Às vezes seguramos palavras, trancamos emoções, limitamos o que dividimos.
Estar no escuro é como estar num limbo e o pior sentimento vem do não saber.
Não saber o que posso, não saber o que devo, não saber o que pensas.
Como um detetive, busco pistas que iluminem a direção que devo seguir.
Falta de compreensão gerada por meias palvras, controladas num duelo sem fim de forças que, na verdade, nem querem lutar tanto assim.
Será o prazer da vitória? A necessidade de um orgulho que alimenta o ego?
Talvez o jogo seja divertido justamente porque ainda não descobrimos a arma, o local e o assassino.
Estar no escuro é como estar num limbo e o pior sentimento vem do não saber.
Não saber o que posso, não saber o que devo, não saber o que pensas.
Como um detetive, busco pistas que iluminem a direção que devo seguir.
Falta de compreensão gerada por meias palvras, controladas num duelo sem fim de forças que, na verdade, nem querem lutar tanto assim.
Será o prazer da vitória? A necessidade de um orgulho que alimenta o ego?
Talvez o jogo seja divertido justamente porque ainda não descobrimos a arma, o local e o assassino.
sábado, 4 de junho de 2011
Homenagem a um filósofo
Angústias daqueles que percebem sutis ironias no mundo.
Angústias daqueles que não se conformam com o fato de morrerem sem saber.
Morrerem sem saber as respostas para perguntas que não podem, ou, ainda, talvez não devam, ser respondidas.
Aproximarem-se lentamente de uma loucura que tende a ser mais um problema de linguagem.
Adoração ao ilimitado e infinito.
Angústias daqueles que não se conformam com o fato de morrerem sem saber.
Morrerem sem saber as respostas para perguntas que não podem, ou, ainda, talvez não devam, ser respondidas.
Aproximarem-se lentamente de uma loucura que tende a ser mais um problema de linguagem.
Adoração ao ilimitado e infinito.
Open Logic for Modal Minds
Trocadilhos que formam bons títulos. Bons títulos que precedem boas idéias. Boas idéias que precedem bons textos.
Ainda não cheguei nas boas idéias, mas um bom título pode ser o início - ou o fim - de tudo.
Lógicas abertas, lógicas universais, lógicas não-clássicas para mentes imersas no pensamento modal, onde "diamond" e "box" se unem para espandir o conhecimento.
Ainda não cheguei nas boas idéias, mas um bom título pode ser o início - ou o fim - de tudo.
Lógicas abertas, lógicas universais, lógicas não-clássicas para mentes imersas no pensamento modal, onde "diamond" e "box" se unem para espandir o conhecimento.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
No ar: o indefinido
O "Indefinido" que me cerca e mexe com minhas incertezas. Fecho-me para o mundo, escondo o que penso; nada ainda está formado.
Julga-se o que é dito. Julga-se o que não é dito - como se portar, então?
Como se cada fração se perdesse ao passar dos segundos e não pudesse olhar para o chão e ver quantos fragmentos ali jazem.
Páginas cheias de palavas que não compreendo mais; sons que formam estrofes que não embalam mais os meus sonhos.
Vácuo nebuloso que me cerca e me cega - redor inatingível.
Julga-se o que é dito. Julga-se o que não é dito - como se portar, então?
Como se cada fração se perdesse ao passar dos segundos e não pudesse olhar para o chão e ver quantos fragmentos ali jazem.
Páginas cheias de palavas que não compreendo mais; sons que formam estrofes que não embalam mais os meus sonhos.
Vácuo nebuloso que me cerca e me cega - redor inatingível.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Perdido
Como descrever a treva que me invade? A sensação de prisão que se sente em um barco à deriva que ainda não sabe em que cais ancorar? Perdidos nas estrelas apagadas pela lua - a única beleza que ainda consegue se sustentar impassível na negritude da noite.
Pouco a pouco, coisas que me são caras, claras e certas ruem num terremoto imperceptível, deixando uma lacuna que não consigo preencher com palavras. Virtualizar o futuro tornou-se nebuloso, como um gato negro que dorme por entre as folhagens na noite sem luar. O que escrever quando não se consegue limpar o que se pensa?
Pouco a pouco, coisas que me são caras, claras e certas ruem num terremoto imperceptível, deixando uma lacuna que não consigo preencher com palavras. Virtualizar o futuro tornou-se nebuloso, como um gato negro que dorme por entre as folhagens na noite sem luar. O que escrever quando não se consegue limpar o que se pensa?
Treinamento do Romântico
Do amanhã preciso acordar
Na aurora dos seus sonhos
De um êxtase a se acabar
Do doce dos seus lábios
Macios como o veludo
Escondem-se os sábios
Da aventura distante
Retorno solitário
Da busca do amante
O mar de meus olhos
Inunda nosso barco
Deixando-o em frangalhos
Na aurora dos seus sonhos
De um êxtase a se acabar
Do doce dos seus lábios
Macios como o veludo
Escondem-se os sábios
Da aventura distante
Retorno solitário
Da busca do amante
O mar de meus olhos
Inunda nosso barco
Deixando-o em frangalhos
quarta-feira, 2 de março de 2011
Arte do Desacaso
Nos tropeços trêmulos
Me encaixo
Nas formas simples
Olho abaixo
Em meio ao negro
Encontro o pavor
Sombra que me segue
Aonde eu for
Desando, enfim
Desalinhado
Em meio à noite
Emaranhado
Procuro, assustado
Busco, então
Num desepero
Minha paixão
Me encaixo
Nas formas simples
Olho abaixo
Em meio ao negro
Encontro o pavor
Sombra que me segue
Aonde eu for
Desando, enfim
Desalinhado
Em meio à noite
Emaranhado
Procuro, assustado
Busco, então
Num desepero
Minha paixão
Histórias Inusitadas
Sentado num velho banco de madeira, observo atentamente os transeuntes que passam com suas malas sóbrias e suas mochilas rasgadas. Encaro a placa que diz "Aeroporto" e, numa mistura de vazio, saudade e alegria, penso no que faço ali e na minha volta para casa. Meus olhos se fixam numa aeromoça que acende um cigarro próxima à lata de lixo. Ela tem os cabelos cuidadosamente penteados, presos sem um fio fora do lugar, e sua roupa azul me lembra os trajes militares das mulheres. Sua boca está adornada por um batom de vermelho intenso, uma cor viva demais para essa hora da manhã ensolarada.
Asas quebradas
Me sinto como um pássaro que deseja voar e não consegue. Seu caminho parece muito longo e correntes de vento o atrapalham a enxergar suas opções.
Quisera eu estar num navio, vagando sem caminho e esbarrar naquilo que sempre quis achar e nunca encontrei.
Soluções mágicas que não aparecem em alucionações desesperadas. Todos os sonhos que se dissipam entre as nuvens de algodão doce.
Quisera eu estar num navio, vagando sem caminho e esbarrar naquilo que sempre quis achar e nunca encontrei.
Soluções mágicas que não aparecem em alucionações desesperadas. Todos os sonhos que se dissipam entre as nuvens de algodão doce.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
O ímpeto jovial revolucionário
O jovem tem que sonhar. O jovem DEVE desejar. Um jovem conformista, que se suspende aos seus romantismos ideais, vai perdendo, aos poucos, a sua chama.
O jovem tem que ter um quê de revolucionário; tem que desejar a mudança, a inquietação. Tem sua representação nas letras inundadas de esperança ou nas notas distorcidas.
O jovem tem que amar uma paixão, um flerte incontrolável que atrai lágrimas e o desejo. O jovem deve ser curioso, experimentações de sua própria identidade.
O jovem, acima de tudo, deve ser um niilista.
O jovem tem que ter um quê de revolucionário; tem que desejar a mudança, a inquietação. Tem sua representação nas letras inundadas de esperança ou nas notas distorcidas.
O jovem tem que amar uma paixão, um flerte incontrolável que atrai lágrimas e o desejo. O jovem deve ser curioso, experimentações de sua própria identidade.
O jovem, acima de tudo, deve ser um niilista.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Redução
Tudo se resume a nós: nesse instante, só os nossos corpos se relacionam. Os olhares que se tocam, a mente que se livra, idealmente, de seus preconceitos.
A razão sempre quer interferir, tentando segurar o que o coração ainda não sentiu. Para mim, a razão só deveria interferir nos assuntos do desejo quando o sofrer se torna o maior e mais intenso sentimento.
A razão sempre quer interferir, tentando segurar o que o coração ainda não sentiu. Para mim, a razão só deveria interferir nos assuntos do desejo quando o sofrer se torna o maior e mais intenso sentimento.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Conto semi-erótico
Não consigo me libertar dos meus tabus. Caso conseguisse, gostaria de expressar uma sexualidade latente contida pela minha própria timidez e pelos sensos que me rodeiam.
A beleza se torna relativa: não consigo entender o que é o bonito para o outro.
Seria eu bonita? Aquela menina desajeitada, que mal sabe tentar ser sexy e que tende ao ridículo?
O bonito talvez viesse do olhar ou do sorriso... Ou de um charme inexplicavelmente constante nos seres encantadores. Não me reconheço assim.
Como se uma maldição se instaurasse em mim, consigo ver o belo no outro, apenas. Não quero discorrer acerca do belo, entretanto, quando meu intuito seria buscar o sensual da poesia.
Tirar a roupa tranquilamente, ao som de um tango provocante, e imaginar que se pode estar com alguém agora... Sem dizer mais, digo "adeus".
A beleza se torna relativa: não consigo entender o que é o bonito para o outro.
Seria eu bonita? Aquela menina desajeitada, que mal sabe tentar ser sexy e que tende ao ridículo?
O bonito talvez viesse do olhar ou do sorriso... Ou de um charme inexplicavelmente constante nos seres encantadores. Não me reconheço assim.
Como se uma maldição se instaurasse em mim, consigo ver o belo no outro, apenas. Não quero discorrer acerca do belo, entretanto, quando meu intuito seria buscar o sensual da poesia.
Tirar a roupa tranquilamente, ao som de um tango provocante, e imaginar que se pode estar com alguém agora... Sem dizer mais, digo "adeus".
Descontrole
Gosto de escrever despretensiosamente, como se as palavras voassem em meio as teclas do computador surrado e moldassem suas próprias formas. Sinto como se não tivesse mais o controle, como se o que eu penso não estivesse mais ligado com o que transmito. Gosto dessa sensação, a liberdade mental que as palavras que voam me trazem.
A noite que reflete na água se transborda em mim queira eu definí-la ou não. Ela não se importa, é muito maior do que eu um dia poderia imaginar ser: eu, esse ser simplório e inconstante perante a sua negritude, sou um ponto que mal ilumina - quisera eu iluminar o mundo para alguém.
A noite que reflete na água se transborda em mim queira eu definí-la ou não. Ela não se importa, é muito maior do que eu um dia poderia imaginar ser: eu, esse ser simplório e inconstante perante a sua negritude, sou um ponto que mal ilumina - quisera eu iluminar o mundo para alguém.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Sonho futuro
Outro dia me falaram que eu deveria escrever um livro. Acerca do quê escreveria? Acho que escrever um livro é explicitar o que há de mais íntimo. Além de eu não ter auto-confiança suficiente para me aventurar nessa empreitada.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Vazio dentro do caos
Andei revirando minha estante, procurando algo para ler. Nada de novo. Nada que gostaria de revisitar. Não ainda. Apesar de gostar da sensação de estar sozinho, às vezes sinto que não sei muito bem o que fazer com essa solidão. Era mais fácil, agora não mais.Envolta no caos de pessoas e palavras me sinto confortável: um conforto vazio, quase supérfluo, mas encantadoramente contente.
Não sei o que quero, não consigo terminar esse livro. Vario entre extremos, entre o desejo do deserto e a reclusão do inverno gélido.
Não sei o que quero, não consigo terminar esse livro. Vario entre extremos, entre o desejo do deserto e a reclusão do inverno gélido.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Desejo Telepático
Às vezes me pergunto quem sou eu para você. Que facetas da minha personalidade mostro ou você vê e como você interpreta essa junção de fatos aparentemente desconexos. Você completa a lacuna com um não sei o quê não sei como.Inútil tentar decifrar o que você pensa, baseado apenas nas minhas fracas suposições do caminho que talvez você tenha traçado.
Just let it go...
Just let it go...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O toque
Como um revolucionário inconformado que tende à depressão, mascaro de otimismo a necessidade de me sentir bem, mas não conseguir mudar o mundo. Me apego ao sutil detalhado, esculpido dentro do olho de uma estátua cega.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Ilusão
A você que se considera um gênio: foda-se. Ninguém se importa.
Desculpe destruir seus sonhos, mas "a vida é uma grande ilusão".
Desculpe destruir seus sonhos, mas "a vida é uma grande ilusão".
sábado, 15 de janeiro de 2011
Clichê: faça amor, não faça guerra
Aqueles que conheço negam o amor, não negam a violência.
Talvez pelo amor ser um sentimento que nos deixa mais vulneráveis, isso assusta a quem acredita que deve se proteger o tempo todo.
Prefiro amar e sofrer por amor mil vezes a um dia machucar alguém, a invadir seu corpo de alguma forma.
Talvez pelo amor ser um sentimento que nos deixa mais vulneráveis, isso assusta a quem acredita que deve se proteger o tempo todo.
Prefiro amar e sofrer por amor mil vezes a um dia machucar alguém, a invadir seu corpo de alguma forma.
Capitulo 4
Acordo sentindo e não sentindo ao mesmo tempo. Como se meu turbilhão de emoções agora estivesse contido num espaço inerte, apenas esperando para ser liberado, me cubro com o lençol negro para me esconder da fresta de luz que entra por entre as cortinas. Um otimismo me soca, como se quisesse me tirar de um estado naturalmente deprimido, tendência dos revoltados. Utilizo a fresta para iluminar meu pequeno caderno rasgado e, com letras de caligrafia tosca, escrevo palavras sem sentido. Uma nuvem circula a confusão que as palavras quase soltas no caderno tentam transparecer. Uma tranquilidade se assola sobre mim e tenho vontade de ocupar meu corpo para anestesiar minha mente. Nos únicos instantes que me permito descansar, os pensamentos invadem, todos ao mesmo tempo, meu cérebro e eu sinto as sinapses correndo e ligando meus neurônios. Quase posso escutar esse processo veloz e assustadoramente encantador. Vivo para sentir e nesses momentos em que sinto que não sinto, fico com um pavor que parte do meu coração. Vale a pena viver, à nossa maneira. Só não posso deixar que meu buraco negro suguem os outros ao meu redor, preciso controlá-lo.
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Inspiro você Por que não me espias? Espio você Por que não me copias?
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