segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sonho futuro

Outro dia me falaram que eu deveria escrever um livro. Acerca do quê escreveria? Acho que escrever um livro é explicitar o que há de mais íntimo. Além de eu não ter auto-confiança suficiente para me aventurar nessa empreitada.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Vazio dentro do caos

Andei revirando minha estante, procurando algo para ler. Nada de novo. Nada que gostaria de revisitar. Não ainda. Apesar de gostar da sensação de estar sozinho, às vezes sinto que não sei muito bem o que fazer com essa solidão. Era mais fácil, agora não mais.Envolta no caos de pessoas e palavras me sinto confortável: um conforto vazio, quase supérfluo, mas encantadoramente contente.
Não sei o que quero, não consigo terminar esse livro. Vario entre extremos, entre o desejo do deserto e a reclusão do inverno gélido.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Desejo Telepático

Às vezes me pergunto quem sou eu para você. Que facetas da minha personalidade mostro ou você vê e como você interpreta essa junção de fatos aparentemente desconexos. Você completa a lacuna com um não sei o quê não sei como.Inútil tentar decifrar o que você pensa, baseado apenas nas minhas fracas suposições do caminho que talvez você tenha traçado.

Just let it go...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O toque

Como um revolucionário inconformado que tende à depressão, mascaro de otimismo a necessidade de me sentir bem, mas não conseguir mudar o mundo. Me apego ao sutil detalhado, esculpido dentro do olho de uma estátua cega.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Ilusão

A você que se considera um gênio: foda-se. Ninguém se importa.
Desculpe destruir seus sonhos, mas "a vida é uma grande ilusão".

sábado, 15 de janeiro de 2011

Clichê: faça amor, não faça guerra

Aqueles que conheço negam o amor, não negam a violência.

Talvez pelo amor ser um sentimento que nos deixa mais vulneráveis, isso assusta a quem acredita que deve se proteger o tempo todo.

Prefiro amar e sofrer por amor mil vezes a um dia machucar alguém, a invadir seu corpo de alguma forma.

Capitulo 4

Acordo sentindo e não sentindo ao mesmo tempo. Como se meu turbilhão de emoções agora estivesse contido num espaço inerte, apenas esperando para ser liberado, me cubro com o lençol negro para me esconder da fresta de luz que entra por entre as cortinas. Um otimismo me soca, como se quisesse me tirar de um estado naturalmente deprimido, tendência dos revoltados. Utilizo a fresta para iluminar meu pequeno caderno rasgado e, com letras de caligrafia tosca, escrevo palavras sem sentido. Uma nuvem circula a confusão que as palavras quase soltas no caderno tentam transparecer. Uma tranquilidade se assola sobre mim e tenho vontade de ocupar meu corpo para anestesiar minha mente. Nos únicos instantes que me permito descansar, os pensamentos invadem, todos ao mesmo tempo, meu cérebro e eu sinto as sinapses correndo e ligando meus neurônios. Quase posso escutar esse processo veloz e assustadoramente encantador. Vivo para sentir e nesses momentos em que sinto que não sinto, fico com um pavor que parte do meu coração. Vale a pena viver, à nossa maneira. Só não posso deixar que meu buraco negro suguem os outros ao meu redor, preciso controlá-lo.