segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O ímpeto jovial revolucionário

O jovem tem que sonhar. O jovem DEVE desejar. Um jovem conformista, que se suspende aos seus romantismos ideais, vai perdendo, aos poucos, a sua chama.

O jovem tem que ter um quê de revolucionário; tem que desejar a mudança, a inquietação. Tem sua representação nas letras inundadas de esperança ou nas notas distorcidas.

O jovem tem que amar uma paixão, um flerte incontrolável que atrai lágrimas e o desejo. O jovem deve ser curioso, experimentações de sua própria identidade.

O jovem, acima de tudo, deve ser um niilista.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Redução

Tudo se resume a nós: nesse instante, só os nossos corpos se relacionam. Os olhares que se tocam, a mente que se livra, idealmente, de seus preconceitos.

A razão sempre quer interferir, tentando segurar o que o coração ainda não sentiu. Para mim, a razão só deveria interferir nos assuntos do desejo quando o sofrer se torna o maior e mais intenso sentimento.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Conto semi-erótico

Não consigo me libertar dos meus tabus. Caso conseguisse, gostaria de expressar uma sexualidade latente contida pela minha própria timidez e pelos sensos que me rodeiam.

A beleza se torna relativa: não consigo entender o que é o bonito para o outro.

Seria eu bonita? Aquela menina desajeitada, que mal sabe tentar ser sexy e que tende ao ridículo?

O bonito talvez viesse do olhar ou do sorriso... Ou de um charme inexplicavelmente constante nos seres encantadores. Não me reconheço assim.

Como se uma maldição se instaurasse em mim, consigo ver o belo no outro, apenas. Não quero discorrer acerca do belo, entretanto, quando meu intuito seria buscar o sensual da poesia.

Tirar a roupa tranquilamente, ao som de um tango provocante, e imaginar que se pode estar com alguém agora... Sem dizer mais, digo "adeus".

Descontrole

Gosto de escrever despretensiosamente, como se as palavras voassem em meio as teclas do computador surrado e moldassem suas próprias formas. Sinto como se não tivesse mais o controle, como se o que eu penso não estivesse mais ligado com o que transmito. Gosto dessa sensação, a liberdade mental que as palavras que voam me trazem.
A noite que reflete na água se transborda em mim queira eu definí-la ou não. Ela não se importa, é muito maior do que eu um dia poderia imaginar ser: eu, esse ser simplório e inconstante perante a sua negritude, sou um ponto que mal ilumina - quisera eu iluminar o mundo para alguém.