terça-feira, 21 de abril de 2015

~~ just thoughts that came from a fever

Sempre brinco que ser diferente parece beirar à desobediência civil: ser diferente é escancarar que aquilo que se submetem não é ~ ou pelo menos, não DEVERIA ser ~ necessário. Ora, já cheguei a  ouvir que "se todos fôssemos mais alternativos morreríamos de fome". Morreríamos mesmo?



- "alternativo" é um termo utilizado amplamente esquecendo-se, por vezes, que ele é relativo à norma; ora, isso nos leva ao problema de definir a normatividade. A normatividade cultural está em crescente processo de mudança, vivemos em um processo de constante adaptação de novos padrões vigentes. A norma é algo quase utópico, feita para que apenas alguns indivíduos possam alcançá-la (isto está intimamente ligado ao papel instrumentalista da norma nos processos de dominação). Suponhemos, assim, que existem normas e que aqueles que não às seguem são "diferentes", "alternativos", etc.


- tomo uma certa liberdade com o termo "desobediência civil" de Thoreau: acredito que qualquer ação consciente de desobediência das normas impostas aos civis (maior parte da nossa população) poderia trazer aspectos revolucionários e de protesto. Vide que não  falo em 'leis', mas em 'normas': as leis também são normas, mas outras tantas normas advêm do tradicionalismo, da hierarquia familiar, da religião, etc; particularmente, normas são instrumentos de segregação que visam dominação. Ora, se as normas são instrumentos de dominação, não cumprí-las conscientemente é, de certa forma, ir contra a dominação.

Entretanto, o sistema de dominação que sustenta a Humanidade (sim, ousarei generalizar para toda a Humanidade, pois sociedades que são baseadas em algum tipo de dominação são, infelizmente, a esmagadora maioria das conhecidas até hoje e generalização é importante para esclarecer o ponto de teorias sociais) é tão bem construído que quando desobedecemos somos segregados e oprimidos: tiram-nos a voz, o poder sobre nós mesmos, nossas escolhas.


Quando digo que alguns atos apenas "beiram à desobediência civil" refiro-me aos atos não completamente conscientes, porém, que incomodam tanto aos seguidores da norma, que acabam cumprindo seu objetivo.

Mas isso pode ser só uma alucinação da febre, então apenas continuemos desobedecendo!

sábado, 4 de outubro de 2014

Zilhões de quantum-supernovas explodem no meu coração. Como poderiam compreender?

domingo, 17 de agosto de 2014

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Intriga-me o fato de não conseguir ter controle pleno sobre mim mesma. Gosto de pensar em mim como uma pessoa racional, mas sei que não o sou. Pelo menos, tento ser. Similarmente, meus sentimentos também se mostram desregulares, aformes, indomináveis. Atribuem essas características ao meu signo de fogo - mas quem é que ainda acredita em alguma coisa mesmo?

Por mais vezes que eu gostaria, imagens fantasiosas povoaram meus sonhos, minha mente, meu coração. É quase como se meu corpo procurasse um extremo, talvez no intuito de extravasar algo inconsciente. Ou não: posso ser apenas uma tola que caiu nas armadilhas manipulativas alheias. Alguns dias prefiro apenas estar num estado de dormência semi-consciente no qual possa viver uma realidade paralela distinta, invocada pelo descontrole.

Entretanto, ao invés de interagir com tigres, dragões, ostras voadoras e outros tantos frutos imaginativos da era infantil, atualmente me transporto para novos amores, novos lugares, diferentes profissões. Não que não esteja feliz com minha realidade: a amo e não poderia esperar outra melhor. Por outro lado,
acho que sempre haverá em mim aquela pitada de " e se as coisas fossem diferentes? e se eu tivesse tomado outras escolhas? e se não tivesse afastado certas pessoas?".

Justamente nesse jogo é que percebo que nunca funcionaria estar muito próxima àqueles que potencializam minhas trivialidades: eu explodiria sempre.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

às vezes não se trata de ter as respostas, mas, sim, de fazer as perguntas certas
Esse medo que me prende parece não ter raízes nem um topo... É como uma folhagem densa que preciso cavar e abrir com meu facão. Infelizmente, meu facão está sem fio e sinto o fardo, assim, lentamente, tornar meus passos cada vez mais difíceis.

Ora, mas difícil é o ambiente no qual me sinto mais à vontade: do difícil vem o desafio. Esse incrível desafio de reencontrar o fio. Aos poucos o prazer volta trazendo a satisfação inigualável daquelas tardes abafadas de palavras-cruzadas e jogos de estratégia.

E sempre volto à questão da inquietude.

domingo, 29 de junho de 2014

Quando percebemos que a faculdade nos mudou: quando mesmo querendo negar a academia, ainda assim agimos como se isso fosse a coisa mais importante do mundo.

sábado, 28 de junho de 2014

Acho que levei 25 anos para entender que feminilidade não é uma coisa ruim: a opressão sobre o feminino é que é.