terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dualidade

Sou muito ingênua por acreditar.

Sou muito ingênua por duvidar.

:o

Coragem

A imagem que temos de nós mesmos nunca corresponde às imagens que os outros têm de nós.

Na tentativa de nos identificarmos, assumimos gostos que não nos pertencem; usamos roupas que não combinam conosco; lemos o que não nos interessa.

Talvez essa atitude tão corriqueira seja uma expressão da nossa covardia: a falta de coragem para enfrentar o mundo e os seres que nele vivem reina perante às nossas decisões.

Seria eu diferente?

Não, nem sempre. 

Tento assumir meu medo e buscar no poço da coragem um impulso que me faça continuar caminhando.

Ainda sinto medo. E muito. Quem não sente? Mas aprendi que o problema não é sentir medo, mas deixá-lo dominar.

Como Excalibur, a coragem é a espada que precisamos para enfrentar. Mas realmente vale enfrentar? Seguir vivendo como se a vida fosse uma guerra e a cada segundo temos mais batalhas a lutar?

Quero poder olhar a vista, beber uma água fresquinha e sentar à sombra para rir. 

Posso não dominar as ações do outro, posso não prever os acontecimentos futuros, posso não me preocupar tanto. Não quero provar nada para ninguém. 

Menti. Quero provar uma coisa para alguém: quero provar a mim mesma que consigo.

Esta é minha sina. 


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mágoa

Não se pode prever o futuro, mesmo quando nos espelhamos no passado. Entretanto, a necessidade de controle e um certo poder preditor nas situações que nos apresentam da mesma forma repetidamente podem guiar as ações.

Quando nos arriscamos sozinhos, nos magoamos sozinhos, temos essa certa sensação de controle. Mas nunca deveríamos envolver os outros nos nossos próprios problemas: magoar, mentir, manipular; essas ações quase cotidianas envolvem o outro - o que deixa sempre mais complicado.

Que tal deixar claros o interesse, a intenção, os fatos - por mais distorcidos que possam parecer pelas tantas visões e interpretações?

Aquele "alô" que diz muito mais talvez devesse significar apenas um "alô". Mas nem sempre funciona assim. Gosto da função fática como forma de testar o canal de comunicação: você ainda está aí?; podemos, ainda, ser amigos?

As más intenções de uns poluem as boas intenções de outros.

Não sou assim. Não QUERO ser assim.

Se sinto saudade, ela é sincera.

Se pergunto se está bem, realmente quero saber o que está acontecendo com você.

Se me afasto, estou tentando proteger (a mim e/ou a você).

Chame-me de ingênua, de idealista. Não me importa.

Apenas quero agir de forma que meu sono continue a salvo - e que meus sonhos não venham me assombrar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Recompensa

Às vezes fantasio uma vida para mim.

Assusto-me quando a vejo se tornando real: será que mereço o que me acontece?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Luzes que fascinam






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Minha curiosidade se estende a tantos assuntos quanto os existentes no pensamento humano ao longo dos séculos. Talvez por isso tenha sido tão difícil escolher meu curso da faculdade. Como unir Cinema, História, Literatura, Matemática, Física, Biologia... tudo ao mesmo tempo?

Já me falaram que quero abraçar o mundo. Quero mesmo. Decisões excludentes são tão complicadas!

Enquanto cursava Filosofia, novos interesses surgiam: Política, História da Filosofia, Ética... Acabei optando por tratar a política... Mas isso nunca pareceu ser o suficiente. Além da tensão de conviver com PROBLEMAS e mais PROBLEMAS, não sentia que estava realizando algo.

Foi quando comecei a estudar Lógica... Pesadelos com símbolos lógicos sendo cravados em meu corpo, noites e mais noites em claro tentando entender como aquelas ferramentas funcionavam. O desafio era tão grande que afetava meu ego.

Como as coisas da vida passam, aquilo passou. Mas continuava intrigada. Escrevia minha monografia em política e estava quase terminando o curso quando descobri a Lógica Modal. Que coisa linda! Senti, de repente, vontade de escrever uma música!

A Lógica, então, passou a ter graça, a me dar um chão firme para pisar e a me encantar. Sentia-me seduzida por aquilo que começava a compreender e com as dimensões que me eram apresentadas. Foi como se um novo mundo de possibilidades onde muito o que me interessava surgisse diante dos meus olhos e inundasse minha mente.

Foi o ponto mágico que determinou novas escolhas para minha vida. E ao qual eu recorro quando me sinto triste. Nada me anima mais, hoje em dia, que estudar lógica. Por tudo isso, sou apaixonada por ela.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Se você quer mesmo saber...

Eu digo que 'não sei'.

Parece superficial e preguiçoso dizer que 'não sei'.

Não pense que não pensei muito. Pensei. Mas ainda não sei.

Apenas digo que 'não sei'.