sábado, 19 de janeiro de 2013

A Lógica pode ser vista como um processo interno, de raciocínio, que parte da mente para o mundo. A partir dela, formulamos e derivamos idéias e pensamentos.

Por outro lado, os Universais que nos são ofertados e impostos partem do mundo para a mente, interferindo na nossa racionalidade ao creditar às generalizações grande poder.

O grande problema é quando tratamos de racionalidades cotidianas, onde as exceções e concepções devem ser revistas perante especificidades tais que nos forçam a não aceitar as conclusões tiradas classicamente.

Temos, então, que recorrer a outros tipos de formalizações não-clássicas, como a paraconsistência [na qual possuímos ferramentas para não descartar completamente contradições] e a não-monotonicidade [que nos determina essa revisão perante novas informações].

Assim, rejeitamos os universais apenas quando os aceitamos a priori como informações confiáveis. O bom-senso e o conhecimento comum, portanto, são necessários para a reformulações de novas concepções e desenvolvimento de novos conceitos, num dualismo dialético entre o concebido e a verdade.
Quando a vida atira uma flecha em seu peito e você tropeça na pedra que estava no meio do caminho, é preciso parar e reformular algumas escolhas. Nada tem de errado em reconhecer que, às vezes, uma borracha pode ser sua melhor amiga; nem que seja para melhorar a letra.

Numa crença indefinida que botamos nos outros, esperamos receber o que depositamos; esquecendo, talvez, de colocar o cheque em nosso próprio nome. Só para lembrar que ainda nos importamos com o íntimo com o qual convivemos, com a prisão libertária que viver nos coloca em.

Parece tão ingênuo e egoísta que travamos missões para corromper os destinos que queríamos traçar para nós mesmos. Nada como uma mangueira em dia quente para renovar a esperança das soluções simples.