sábado, 30 de julho de 2011

Complexidade

Como explicar sentimentos tão complexos que seriam facilmente reduzidos ao que podemos compreender? No calar da noite, onde a razão não encontra espaço, dizemos o que sentimos?

Por que se preocupar com os outros, se podemos apenas aproveitar? A vida soa tão curta, mesmo quando sabemos que o dia amanhecerá... Se posso pensar diferente do mundo, por que não posso sentir diferente do mundo?

O tempo é tão curto, as oportunidades são poucas, mas o prazer continua lá, esperando chegarmos até ele.

Intensidade que se confunde com desespero, busca que se confunde com perseguição. Onde estará a linha tênue que separa um do outro?

Apenas o autor consegue entender o que há por trás de seus gestos... Às vezes, nem ele mesmo consegui entender.

Até que ponto é tesão? Até que ponto é paixão?

Apenas sei que o amor já bateu em minha porta e veio com ambos. Mas ainda há um espaço. Nas sombras da noite, há o espaço para o interesse, mesmo que ele dure apenas algumas horas...

Eu-líricos inundam as palavras e confundem ainda mais na tentativa de explicar...

domingo, 24 de julho de 2011

Belezas

Como discutir algo tão subjetivo quanto o que é belo? Mais ainda: como discutir 'quem' é belo? Interferências culturais, pontos de vista individuais, charmes contestáveis...

Talvez a simetria que há nos corpos e nos rostos de algumas pessoas indiquem a beleza daquele ser... Talvez, também, encaremos algumas imperfeições como componentes da beleza...

Mas... o que faz uma pessoa ser reconhecida como mais bela que outras? O número de pessoas que a consideram assim?

domingo, 17 de julho de 2011

Violência continuada

Como uma reação violenta a microviolências corriqueiras pode ser considerada legítima?

Por um lado, temos as brechas temporais para que se desenvolvam reações alternativas. Por outro, temos a espera do gatilho que nos faz agir. Nos aproximamos assim do que torna um psicopata um serial killer?

A banalização do que chamamos de violência e a aceitação de que é natural que isso ocorra, ao menos uma vez, nos faz permitir a continuação de microviolências cotidianas. Talvez seja preciso instaurar o sentimento dde intolerância contra os atos de violência para que não seja admitida sua primeira ocorrência.

Estabeleço, assim, minha vontade de abominar qualquer tipo de violência da sua própria raiz cultural.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Bailarina

Pego as chaves pesadas em minha mão e subo cada degrau com a delicadeza de uma bailarina. Meus dedos se arrastam pelo piso gelado e deslizo meu braço delicadamente pelo corrimão. Entro na casa que agora chamo de minha. Sinto-me bem até que me lembro de tudo que o mundo que vejo pela janela me reserva.
O telefone que não toca, a carta que não chega, a porta que ninguém bate. Ansiedade que me aflinge apenas por um segundo e tento expulsar a inquietude latente com pensamentos bons. A leveza que me falta, a graça que me sobra.

domingo, 3 de julho de 2011

Sonho

Sonhei que estávamos em um estacionamento: poucos carros, pouca luz, ninguém passando. Entre conversas e risadas, surge o convite: Vamos para minha casa, você me pergunta. Reflito um pouco, como se essa fosse uma decisão capaz de mudar o mundo, e penso: por que não?
Te sigo até o sigo até seu apartamento de paredes azuis e um sofá largo que abriga todo nosso tesão reprimido. Mas essa é uma parte da história para ser contada depois...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

:/

Distância que faz refletir....

Ações incompletas que fazem questionar...

Certezas que se perdem e voltam como ondas...