quarta-feira, 29 de junho de 2011

Imposições

Às vezes precisamos falar sério: conversar acerca das praticidades do mundo e daquilo que nem sempre QUEREMOS lidar.

sábado, 25 de junho de 2011

Indícios

Indícios que te cercam e te corroem. Enferrujando uma mente antes plena, engrenagens que não giram mais, como um antigo relógio.

Ligando os pontos num desenho infantil que perde sua forma já indefinida, impressos todos na mesma folha quando deveriam ter seu próprio papel pardo.

Pensametos que inundam, pensamentos que devastam. Pensamentos que escurecem a já confusa mente.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Olhos azuis

Toco as cartas do tarô e vejo a padronagem azulada nas costas da carta do Louco.

Penso num infinito de Vinícius e lembro do azul que desejo morar.

Como uma flor rara que brinca com sua cor exótica, você me seduz.

Deixe-me afundar nesse oceano de tonalidades e abafar o choro contido.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Amor Natural

Ah, Drummond...

Enche-me com suas palavras de luxúria e me faz sonhar com mamilos suados pelas línguas gulosas...

Esfinge

Tente juntar as peças desse quebra-cabeças misterioso que posso ser.

Se nem eu mesma consigo entender porque faço o que faço, digo o que digo, penso o que penso...

Na verdade, algumas coisas são bem separadas em minha mente, como se cada compartimento tivesse sua razão de ser e eu entendesse o que colocar ali. Entretanto, algumas etiquetas estão apagadas, desgastadas pelo tempo: erosões mentais.

Aqueles que me conhecem tão bem compreendem meus padrões estranhos, contudo, previsíveis. Alguns, inclusive, tentam me contar aquilo que nem eu mesma descobri.

Justificativas a parte, erros podem se tornar acertos; desconfortos, virtudes.

Basta aprender a dominar o fogo.

domingo, 12 de junho de 2011

Primeira Pista

Às vezes seguramos palavras, trancamos emoções, limitamos o que dividimos.

Estar no escuro é como estar num limbo e o pior sentimento vem do não saber.

Não saber o que posso, não saber o que devo, não saber o que pensas.

Como um detetive, busco pistas que iluminem a direção que devo seguir.

Falta de compreensão gerada por meias palvras, controladas num duelo sem fim de forças que, na verdade, nem querem lutar tanto assim.

Será o prazer da vitória? A necessidade de um orgulho que alimenta o ego?

Talvez o jogo seja divertido justamente porque ainda não descobrimos a arma, o local e o assassino.

sábado, 4 de junho de 2011

Homenagem a um filósofo

Angústias daqueles que percebem sutis ironias no mundo.

Angústias daqueles que não se conformam com o fato de morrerem sem saber.

Morrerem sem saber as respostas para perguntas que não podem, ou, ainda, talvez não devam, ser respondidas.

Aproximarem-se lentamente de uma loucura que tende a ser mais um problema de linguagem.

Adoração ao ilimitado e infinito.

Open Logic for Modal Minds

Trocadilhos que formam bons títulos. Bons títulos que precedem boas idéias. Boas idéias que precedem bons textos.

Ainda não cheguei nas boas idéias, mas um bom título pode ser o início - ou o fim - de tudo.

Lógicas abertas, lógicas universais, lógicas não-clássicas para mentes imersas no pensamento modal, onde "diamond" e "box" se unem para espandir o conhecimento.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

No ar: o indefinido

O "Indefinido" que me cerca e mexe com minhas incertezas. Fecho-me para o mundo, escondo o que penso; nada ainda está formado.

Julga-se o que é dito. Julga-se o que não é dito - como se portar, então?

Como se cada fração se perdesse ao passar dos segundos e não pudesse olhar para o chão e ver quantos fragmentos ali jazem.

Páginas cheias de palavas que não compreendo mais; sons que formam estrofes que não embalam mais os meus sonhos.

Vácuo nebuloso que me cerca e me cega - redor inatingível.