domingo, 14 de novembro de 2010

Questões de fundamentação em dicotomias categorizacionais

Somos todos segmentados. O homem é um ser segmentário, já diziam Deleuze e Guattari. Cortado e mutilado, tendo cada íntimo seu, físico ou virtual, categorizado, catalogado e padronizado, o homem contemporâneo tem sua própria individualidade moldada, costurada. Suas subjetividades resumidas à patologias às quais buscam justificar qualquer traço de "anormalidade" da mediocridade-padrão. Conserte o defeito, elimine a doença, encubra o diferente.

As próprias marginalizações não encontram espaço senão aquele delimitado pelas categorias socias. Mascarar a percepção comum pelo politicamente correto, entretanto, essa cega crítica busca a liberdade e não tolera o que dela pode vir. Há um risco. Há sempre um risco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Delire...