terça-feira, 6 de maio de 2014

Empoderamento Individual

Tenho pensado muito na questão do empoderamento individual. "Solipsisticamente", por assim dizer.

Refletindo sobre a minha vida, orgulho-me dos momentos que me impus de verdade, momentos estes que me fizeram tomar as rédeas da minha própria vida e não deixar que outrxs dominassem minhas escolhas. Talvez faça sentido para quem, como eu, acredita que somos a soma das consequências de nossas próprias escolhas.

Entretanto, me assustei muito com a quantidade de informação necessária para tomar certas escolhas que ditam como viveremos. Gostaria de não oprimir ninguém, nunca, mas não me parece viável pertencer a uma sociedade que estimula vícios e esconde informações relevantes.

Quantos produtos de uso cotidiano não são produzidos com trabalho-escravo, por vezes, trabalho-infantil? Ou, ainda, quantos não dependem do sofrimento de animais?

Entrando em contato com o feminismo interseccional, tive uma visão mais ampla de que nenhuma frente deve ser combatida isoladamente. Porém, são tantas as crueldades e opressões vigentes que me perco no simples "por onde começar".

Se o empoderamento deve ser feito nos âmbitos individual, relacional e coletivo, parece-me prudente, assim, começar pelo individual. Focar no poder da auto-estima, da conscientização e da aplicação dos conceitos na minha própria vida.

Para tanto, preciso trabalhar o empoderamento relacional (já bem encaminhado nessa altura da vida) e deixar claras certos posicionamentos àqueles com os quais me relaciono de alguma forma.

Talvez quando me sentir forte possa voltar aos espaços coletivos. Apenas espero não demorar toda uma vida para tal.



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