quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Harmonia

Um sonho:

Animais fantoches fogem de mim como se fosse uma ameaça mortal. Mas eu sou. Sei que sou. Ao não escolher engajo-me num compactuar com a violência e a crueldade.

Fantoches de papelão falam comigo: primeiro uma galinha gorda com dois ovos. Ela abre o primeiro ovo e vejo um pintinho. Ela me diz: "Esse é o meu filhinho que quero cuidar." Ela abre o segundo ovo: vazio. Me diz: "Esse eu lhe dou para que possa se alimentar".

Equilíbrio e consciência.

Estava me sentindo mal, algo acerca das minhas escolhas não me deixava ser completamente feliz.

Foi então que eu percebi que estava em processo de negação, aceitação e conformismo que não me dava forças para lutar.

Não julgue nem force. As escolhas são individuais e têm seu tempo de maturação.

Tomei uma decisão para me reinventar.

Tomei uma decisão para pessoal que é só minha e que não tenho pretensões de compartilhar num discurso que possa soar lavagem cerebral.

O outro e suas escolhas, no fundo, não me importam. A não ser que ele me procure e peça uma opinião.

Não venho convencer ninguém.

Apenas não consigo mais fazer muitas coisas que antes fazia.

Penso na violência, penso nas espécies.

Não, não quero financiar nem compactuar com uma indústria que prende, mata, explora e rouba animais e humanos.

Quero trabalhar com o excesso, com a doação. Não com a falta, a carência.

Resolvi então adotar um estilo vegan. Veganismo não é dieta alimentar. É estilo de vida do revoltado.

Sem carne, sem ovo, sem leite. Sem couro, sem lã, sem mel. Sem sangue, sem dor, sem lágrima.

Quem disse que o mundo não pode ser perfeito PARA mim?

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