quarta-feira, 2 de março de 2011
Histórias Inusitadas
Sentado num velho banco de madeira, observo atentamente os transeuntes que passam com suas malas sóbrias e suas mochilas rasgadas. Encaro a placa que diz "Aeroporto" e, numa mistura de vazio, saudade e alegria, penso no que faço ali e na minha volta para casa. Meus olhos se fixam numa aeromoça que acende um cigarro próxima à lata de lixo. Ela tem os cabelos cuidadosamente penteados, presos sem um fio fora do lugar, e sua roupa azul me lembra os trajes militares das mulheres. Sua boca está adornada por um batom de vermelho intenso, uma cor viva demais para essa hora da manhã ensolarada.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Sempre brinco que ser diferente parece beirar à desobediência civil: ser diferente é escancarar que aquilo que se submetem não é ~ ou pelo m...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Delire...