quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Reflexões Madrucalescas [onde nada precisa fazer sentido]
É uma coisa meio absurda, nessa vida ~~~ tão curta! ~~~ buscar formas de matar o tempo.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
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Nas linhas mudadas no rosto cansado, tarde da noite em meio aos lençóis, solitária visita que não está lá. Pensas em mim por eu não estar aí, pensas em mim por querer que estivesse ao seu lado.
Volta, volta, dar mais uma volta. Mata-se assim o tempo que nos distancia. Volto, volto, um dia volto. Assim posso matar a distância que nos ataca.
Sinto que sentes o que não podes sentir. Sinto que sentes o que não queres sentir. E nesse querer maldito, encontras refúgio no resgate vívido da memória.
Lábios que mudam os rostos cansados. Sorrimos. Lembro de ti, como lembras de mim.
domingo, 12 de agosto de 2012
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Isso de se sentir à vontade traz à tona uma nova realidade, onde simplesmente nos aceitamos como somos. Não cobramos mais uma perfeição inconsistente com nossos defeitos. Ou, então, vemos perfeição justamente em nossos defeitos; aquilo que nos torna diferentes e, portanto, únicos.
Pensando nos defeitos, percebo que, às vezes, eles não só não afastam os outros como, pasmem!, são justamente o que há para gostar em nós. Deixamos de ser bonecos e, no inusitado, causamos surpresas que geram gargalhadas ou confortos suaves; posicionamentos perdidos são resgatados na expressão do defeito do outro.
Pensando nos defeitos, percebo que, às vezes, eles não só não afastam os outros como, pasmem!, são justamente o que há para gostar em nós. Deixamos de ser bonecos e, no inusitado, causamos surpresas que geram gargalhadas ou confortos suaves; posicionamentos perdidos são resgatados na expressão do defeito do outro.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
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Temo
encontrar-lhe; será que ainda se lembra de tudo que te disse um dia? Se
pudesse, faria como o avestruz; e colocaria minha cabeça dentro da terra. Ali
ficaria até que a vergonha de te encontrar fosse embora – se é que um dia
conseguirei olhar em seus olhos novamente.
Conto-lhe
sobre uma história que escrevi. Inspirada em você, nunca lhe mostrarei o que
realmente sinto. Tive que fazer uma escolha e agora convivo com ela todos os
dias; mas não me arrependo um segundo sequer.
Algumas coisas
não são feitas para o mundo real: elas perderiam seu encanto. Gosto de viver no
meu mundo de magia – a realidade nunca poderia ser tão boa. Ou poderia? Será
que ao isolar-me não estou perdendo a chance de sentir de verdade, de viver de
verdade?
Um dia,
talvez, eu esteja preparada para sair da minha concha. Só aí poderei responder
a essa questão; se é que um dia poderei. Minhas incertezas parecem superficiais
não fossem tão intensas e reais – prometo-lhe que sou o mais sincera que posso.
Algumas coisas
não são feitas para serem compartilhadas: talvez meus sentimentos façam parte
desse agrupamento preguiçoso.
Dilacerado
Dilacerado, como os cacos quebrados da taça
Noite, noite, mas que noite!
Pouco me lembro, pouco fiz
Mas quanto desejei
Aquele doce vinho em meus lábios
Dá brecha a uma nova eu
Que faz o que não quer
Só por saber poder
Ouço o miado da noite
Vindo naquele vento frio e sofrido
Que me acorda de minha embriaguez
E me leva de volta
Em casa estarei segura
Cercada pela minha própria opressão
Deito a cabeça no meu braço dolorido
Durmo, então, esquecida
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Fronteira
Às vezes eu perco a linha que separa a ficção da realidade. Até onde o que vivo não foi inventado pela minha mente?
Se inventei tudo que vivo, então fico feliz por conseguir imaginar; para mim, a imaginação é o que há de mais puro na manifestação da ingenuidade genuína.
Por outro lado, se tudo acontece como acho que acontece, vivo numa novela em que o roteirista está drogado; explicação mais lógica que encontrei.
Preencho as lacunas do que não sei da forma mais interessante que consigo pensar. Dessa forma, tudo ganha uma graça e, enfim, viver não é mais tão chato.
Se inventei tudo que vivo, então fico feliz por conseguir imaginar; para mim, a imaginação é o que há de mais puro na manifestação da ingenuidade genuína.
Por outro lado, se tudo acontece como acho que acontece, vivo numa novela em que o roteirista está drogado; explicação mais lógica que encontrei.
Preencho as lacunas do que não sei da forma mais interessante que consigo pensar. Dessa forma, tudo ganha uma graça e, enfim, viver não é mais tão chato.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Público
Penso coisas que não tenho coragem de dizer, escrevo contos que não tenho coragem de publicar.
Se você soubesse, talvez deixasse de me amar.
Se você soubesse, talvez deixasse de me amar.
Paralelo
Às vezes me pego pensando se as coisas seriam diferentes se tomasse diferentes escolhas. Acabo por ficar curiosa sobre como é essa realidade paralela, onde aquilo que não desejo explicitar foi explicitado, aquilo que não fiz foi feito.
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Inspiro você Por que não me espias? Espio você Por que não me copias?